8 de maio de 2012

Eu. Você. Nós. (Ancorar-se)

É assim, a vontade, somente esta;
Que angustia e faz ancorar o barco em somente um coração.
Após navegar tantos lugares, resolve por estacionar,
Mares tranquilos, sol radiante, golfinhos brincando,
Acreditando então no paraíso e na perfeição do universo; 
Olvidando os temporais que perpassam entre as estações.

Deixar o barco em balanço leve,
Para descanso pleno d'alma diante do infinito horizonte;
Ao anoitecer fitar a lua, permitindo que ela prevaleça no olhar; 
Sentir ao fundo o afago...

Cessem estes pensamentos...
Já possui os saberes dos contratempos, dos tempos;
Do peso e da apertura que te trás estas ilusões.

E a descoberta se faz assim:
Ele o mar, ela o barco...
A âncora que fora lançada os prendiam, desatrelou-se.
Por escassez, soltou-se...
Faltou tanta coisa: 
Força, confiança, amizade, AMOR... 

E só sobeja navegar em novos mares,
Reviver, remanescer, velejar ... Ou não.
Afinal tudo passa.


Marina Mattos'


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