É assim, a vontade, somente esta;
Que angustia e faz ancorar o barco em somente um coração.
Após navegar tantos lugares, resolve por estacionar,
Mares tranquilos, sol radiante, golfinhos brincando,
Acreditando então no paraíso e na perfeição do universo;
Olvidando os temporais que perpassam entre as estações.
Deixar o barco em balanço leve,
Para descanso pleno d'alma diante do infinito horizonte;
Ao anoitecer fitar a lua, permitindo que ela prevaleça no olhar;
Sentir ao fundo o afago...
Cessem estes pensamentos...
Já possui os saberes dos contratempos, dos tempos;
Do peso e da apertura que te trás estas ilusões.
E a descoberta se faz assim:
Ele o mar, ela o barco...
A âncora que fora lançada os prendiam, desatrelou-se.
Por escassez, soltou-se...
Faltou tanta coisa:
Força, confiança, amizade, AMOR...
E só sobeja navegar em novos mares,
Reviver, remanescer, velejar ... Ou não.
Afinal tudo passa.
Marina Mattos'