30 de agosto de 2013

Família. (1ª Semana de Psicologia - FRB)

Bem, amanhã é o último dia. E não sei como será o depois, espero que melhor! Afinal ...

Ontem foi maio, ao menos pra mim. Apenas duas cabeças, com muita vontade, com mil ideias, com coragem de fazer o melhor. E hoje, Agosto, escrevo este texto por que as cabeças, a vontade, as ideias e a coragem se multiplicaram a ponto de FAZER!
A “corredologia” foi parte dessa comissão, ou melhor, FAMÍLIA. E quem não se “encaixou no padrão”, ops, quem não se comprometeu se foi – coitados! Estávamos juntos, - nem sempre - contudo ficaram oito amadores, ousados e fiéis. Formamos uma linda família. Estudantes de Psi com as tais subjetividades, e aí posso falar de defeitos, qualidades, selfs “lindos” e instáveis. Família que xinga, abraça, grita, reclama, família de reforços e punições – mais punição que reforço (Sou Behavior mesmo).
Não vou dizer que perdemos a hora do almoço, as tardes e os domingos, principalmente este último, dia que o tal Deus (me matem os ateus) fez para o descanso; ganhamos tantas coisas nesses meses que me atrevo a citar uma: Discussões ricas. Esse foi nosso ponto forte, aqui conseguimos encontrar tudo presente na programação, nossos risos frouxos, nossas falas convictas. Por este motivo estamos aqui comemorando, radiantes por realizar algo tão maravilhoso e perfeito. NÓS! E me transbordo de orgulho quando percebo que encontrei loucos para entrar no mesmo barco que eu.
Ampliamos tanto, a ponto de ter humilde e correr atrás de monitores, pessoas que quebram galho com nome mais bonitinho. E que contribuíram tanto. Quero pra criar e chamar de meus sempre, com respeito viu?! Esses lindos, comprometidos, divertidos e fortes, sabem o quão difícil é aturar nossos espíritos de lideranças, mas estiveram ali prontos pra quebrar todos os galhos!
Não quero me estender, mas é impossível usar poucas palavras pra descrever tanto tempo, discórdias, discussões, histórias, alegrias. Nosso palco livre foi ocupado mais por nós, Comissão Organizadora, do que por outros. Isso demonstra nossa competência, responsabilidade, felicidade, aventura... Tô cansada de elogiar vocês!
Conseguimos lotar o auditório – durante toooooodo o evento – até quando apagou geral, bombamos nas oficinas, driblamos os problemas, calamos quem não acreditava em um evento com mais de 100 pessoas por dia. Foram mais de 600 inscritos, conto aqui os problemas lindos com as inscrições, coisa chata. Superamos nossos limites físicos e psíquicos. Cansei... Escreveria inúmeras páginas para falar do quanto cresci, do quanto crescemos juntos! Escreveria palavras menos grossas, mas se fosse meiga, não seria eu.
Eu só posso agradecer, primeiro a Shirley por sonhar comigo desde sempre, minha princesa; Kléssyo por ser o velho da turma, reclamão; Sandy/Magno dois que parecem um que são um monte e que sabem punir como ninguém no mundo, da força (BR) e que me amaram de segunda a segunda; Carlos por acreditar e seguir no barco com suas trapalhadas e apoio; Juliana sua Junguiana que desaparece; Gabi meiga e chorona. Agradecer a todooos os monitores, não vou citar cada um pra não parecer mais chata, os quais só desejo muito que sejam o nosso futuro e que façam valer nosso apoio e confiança. Agradecer a cada palestrante, aos parceiros, aos novos interessados ... AGRADECER!

Se esqueci algo me perdoem, se falei demais (pra variar) me punam. Quero todos na minha rede, nas minhas histórias, nos meus risos e principalmente nas discussões. Quero doses extravagantes de amores. Quero tudo isso e muuito mais na SEGUNDA SEMANA DE PSICOLOGIA DA FACULDADE RUY BARBOSA. Avante!

8 de agosto de 2013

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Meninos de Costas


Não me sonhe, por favor. Pessoas que acham que podem me amar me ofendem

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Eu custo a suportar a banalidade do meu ser. Eu custo a aceitar uma relação como a que qualquer um poderia ter. Eu seria mais feliz se eu não me achasse melhor do que a minha vizinha. Mas eu sou infinitamente melhor que ela. Eu e minhas crises de ansiedade somos seres solitários, arrogantes e multiplicados por megalomanias

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Eu continuo me achando melhor que o amor igual e idiota que se oferece por ai. Melhor do que os casais e seus dilemas de festas de finais de ano e seus sonhos de vestidos brancos e seus cachorros e sacadas de predinhos neoclássicos e planos médicos familiares. Chato, chato, chato.

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E então eu tenho prazer de tornar a vida de todo mundo que se aproxima de mim, achando que pode me amar 

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É que, por completa infelicidade, eu sempre acho a minha grama infinitamente mais verde.

O certo, se é que existe o certo, era eu gostar de assistir ao ato da conquista sentada confortavelmente em uma soberba cadeira de rainha. Homens adoram mulheres que se permitem galantear e sorrir entregues para seus lampejos de semi genialidade. O problema é que eu quase sempre sou muito mais engraçada e rápida e semi genial que eles. E estou tão perto de virar um homem que tenho preferido a minha masturbação a ter problemas para conviver com outro ser humano que, por experiência própria, só vai encher a porra do meu saco.

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Ainda assim, quando um bom moço me oferece amor, me sinto ofendida. Porque é pouco e porque se parece com tudo a minha volta e porque, definitivamente, não tenho estômago pra ser minha vizinha.
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Enquanto isso, gosto bastante de rapazes que, numa festa, conversam de costas pra mim. Pessoas que pouco se importam com a minha existência me libertam de ser especial. Ou, melhor, de não ser esse pequeno e medíocre “especial” que é o máximo de especial que as pessoas podem sentir e dar e ter. Resumindo: me libertam de não ser especial

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Sou imatura, egocêntrica e debilmente iludida por uma auto-estima analgésica de efeito rebote. E dane-se. Um dia o meu amor verdadeiro chegará e será diferente de tudo isso e nós vamos chorar de emoção por ter valido a pena não sangrar até a morte nos insistentes e rotineiros momentos de angústia e nada e vazio e solidão e inconformismo.


Querida, Tati Bernadi.